Oi gente,
Terça que vem eu vou lançar o meu EP. É algo importante pra mim, mesmo que eu nunca faça um show com essas músicas e mesmo que ninguém lembre que isso foi gravado, e se ele continuar somente aqui nesse blog como tantas outras coisas eu ainda me sentirei muito feliz. Foi feito todo por mim, numa época muito importante da minha vida, e é a realização de um sonho, pequeno, mas ainda um sonho bobo do pré-adolescente que escreveu sua primeira música e gravou no computador de casa com o microfone do skype.
Ele será lançado no meu site, www.marcusdutra.com, e você pode ouvir a primeira música nessa maquininha que eu vou colocar aqui embaixo.
Obrigado por ouvir, beijos.
domingo, 27 de junho de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Diário - Pra Variar
Lá venho eu com a minha insônia.
Desde sempre que eu não consigo dormir bem. O meu normal é demorar de uma a uma hora e meia pra pegar no sono, mas passa facilmente disso. Eu sinceramente não sei se eu durmo menos quando me deito cedo ou se quando me deito tarde.
Hoje eu não consigo dormir. To triste. E to triste por coisas pelas quais eu não deveria estar triste.
Sei lá. É uma falta de sentido muito grande. É como se o que os olhos vêem não fossem o suficiente, mas eu não consigo enxergar nada além deles. Como diria Adélia Prado: "tem dias que Deus me tira a poesia e eu olho pedra, e vejo pedra mesmo."
Eu não tenho tido muito prazer em música. Quando eu tenho tempo pra compor/tocar, eu simplesmente não tenho mais energias. E outra: eu não sei o que compor e o que tocar. Crise de indentidade musical: conheça um músico profundamente e acostumem-se, queridas.
To ouvindo essa música agora:
Vou nessa, deixando aqui escondido no meu blog perdido mais um pedaço de diário.
Quando eu era criança eu queria ser arqueólogo. Vai ser bacana vir desenterrar memórias desse blog quando eu for bem mais velho.
Por favor, não divulguem este blog, queridos 3 leitores.
Desde sempre que eu não consigo dormir bem. O meu normal é demorar de uma a uma hora e meia pra pegar no sono, mas passa facilmente disso. Eu sinceramente não sei se eu durmo menos quando me deito cedo ou se quando me deito tarde.
Hoje eu não consigo dormir. To triste. E to triste por coisas pelas quais eu não deveria estar triste.
Sei lá. É uma falta de sentido muito grande. É como se o que os olhos vêem não fossem o suficiente, mas eu não consigo enxergar nada além deles. Como diria Adélia Prado: "tem dias que Deus me tira a poesia e eu olho pedra, e vejo pedra mesmo."
Eu não tenho tido muito prazer em música. Quando eu tenho tempo pra compor/tocar, eu simplesmente não tenho mais energias. E outra: eu não sei o que compor e o que tocar. Crise de indentidade musical: conheça um músico profundamente e acostumem-se, queridas.
To ouvindo essa música agora:
Vou nessa, deixando aqui escondido no meu blog perdido mais um pedaço de diário.
Quando eu era criança eu queria ser arqueólogo. Vai ser bacana vir desenterrar memórias desse blog quando eu for bem mais velho.
Por favor, não divulguem este blog, queridos 3 leitores.
sábado, 25 de julho de 2009
Diário
Okay, eu assumo que, assim como muitas pessoas que querem ser algo por essa internet, achei sempre muito piegas e coisa de garota d 12 anos usar blog como diário. Legal mesmo é influenciar pessoas, fazer poesia, mostrar seu trabalho, fazer reviews de álbuns bacanas e papapá; mas, de alguma maneira, meu blog se virou num diáriomeioquê, não sei como, e eu to achando isso tudo muito legal, porque eu sempre quis ter um diário.
Sempre quis ter um diário, mas achava meio idiota chegar e escrever algo num dia que não aconteceu absolutamente nada, ou no qual eu não senti nada, nada além daquelas emoções velhas amigas de sempre. Problema resolvido: eu posto quando dá na telha, e isso ainda não perde o gosto de ser a mesma pessoa durante o tempo todo.
Legal mesmo de ter diário é ele ser só um pouquinho escondido, assim como o meu blog. Acredito que devem existir no máximo 10 pessoas que frequentam o meu blog, e eu confio em todas elas. Aí imagina que eu eu fico famoso um dia, aí por fatalidade do destino tenho uma morte tão pomposa quanto a de Michael Jackson, e um cara resolve digitar "marcus dutra blog" no Google, e voilá!, cai no meu blog? Isso ia ser fatídico, eu ia virar lenda!
E mesmo assim, o meu blog não deixar de ser meio poético, meio artístico, meio bobinho, meio influenciador. Nada de tão especial, igual quem o escreve. Simples, simples.
Po, diário em blog é bem legal, vai.
Sempre quis ter um diário, mas achava meio idiota chegar e escrever algo num dia que não aconteceu absolutamente nada, ou no qual eu não senti nada, nada além daquelas emoções velhas amigas de sempre. Problema resolvido: eu posto quando dá na telha, e isso ainda não perde o gosto de ser a mesma pessoa durante o tempo todo.
Legal mesmo de ter diário é ele ser só um pouquinho escondido, assim como o meu blog. Acredito que devem existir no máximo 10 pessoas que frequentam o meu blog, e eu confio em todas elas. Aí imagina que eu eu fico famoso um dia, aí por fatalidade do destino tenho uma morte tão pomposa quanto a de Michael Jackson, e um cara resolve digitar "marcus dutra blog" no Google, e voilá!, cai no meu blog? Isso ia ser fatídico, eu ia virar lenda!
E mesmo assim, o meu blog não deixar de ser meio poético, meio artístico, meio bobinho, meio influenciador. Nada de tão especial, igual quem o escreve. Simples, simples.
Po, diário em blog é bem legal, vai.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
satisfeito (ou o último dia - 2)
Ok, lá vou eu fazer referência a post anterior de novo. Deve ser porque eu geralmente faço referências internas ao meu passado como menino de 12 anos que bate punheta. Desse jeito mesmo, aliás. Eu preciso disso.
No post o último dia eu disse algo sobre demorar pra curtir um lugar, pra depois curtir só um pouco antes de ir embora, e ficar com aquele gosto de quero mais.
Devo dizer: hoje, em meu último dia em Wheaton, eu estou satisfeito. Tive um banquete muito bom, e to pronto pra botar o pé na estrada. O meu único gosto de quero mais se refere a querer voltar aqui em algum tempo pra dar um oi pros amigos que fiz, e só. Nada falta.
E isso é bom. Ah, como é bom.
No post o último dia eu disse algo sobre demorar pra curtir um lugar, pra depois curtir só um pouco antes de ir embora, e ficar com aquele gosto de quero mais.
Devo dizer: hoje, em meu último dia em Wheaton, eu estou satisfeito. Tive um banquete muito bom, e to pronto pra botar o pé na estrada. O meu único gosto de quero mais se refere a querer voltar aqui em algum tempo pra dar um oi pros amigos que fiz, e só. Nada falta.
E isso é bom. Ah, como é bom.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Um garoto solitário
Então.
Havia esse garoto. Um garoto solitário e bobinho; aparência enganosamente alegre. Um garoto que demorou a ter amigos, e que, quando o fez, o fez da maneira mais estranha e mais parecida com ele que poderia fazer. E, na verdade mesmo, até hoje ele prefere é ficar sozinho.
Esse garoto demorava. Demorava pra dormir, demorava mais ainda pra acordar; demorava pra contar que gostava da menina mais bonita da sala, demorava pra se acostumar com escola nova, e, gostando de construir bonecos, demorava pra criar um inteiro.
E um dia desses ele me disse ter perdido seu melhor brinquedo. Mas, quem sabe, deixou-o escondido na esperança de que alguém o encontrasse. Ou talvez ele ainda soubesse que alguém iria encontrá-lo. Eu mesmo não sei; ninguém sabe o que esse garoto quer.
E ele continua, indo atrás dos sonhos de passatempo e deixando seu leve coração pra trás, caminhando cego até achar, em algum lugar, o que eu acredito ele não saber ainda nem o que é.
Havia esse garoto. Um garoto solitário e bobinho; aparência enganosamente alegre. Um garoto que demorou a ter amigos, e que, quando o fez, o fez da maneira mais estranha e mais parecida com ele que poderia fazer. E, na verdade mesmo, até hoje ele prefere é ficar sozinho.
Esse garoto demorava. Demorava pra dormir, demorava mais ainda pra acordar; demorava pra contar que gostava da menina mais bonita da sala, demorava pra se acostumar com escola nova, e, gostando de construir bonecos, demorava pra criar um inteiro.
E um dia desses ele me disse ter perdido seu melhor brinquedo. Mas, quem sabe, deixou-o escondido na esperança de que alguém o encontrasse. Ou talvez ele ainda soubesse que alguém iria encontrá-lo. Eu mesmo não sei; ninguém sabe o que esse garoto quer.
E ele continua, indo atrás dos sonhos de passatempo e deixando seu leve coração pra trás, caminhando cego até achar, em algum lugar, o que eu acredito ele não saber ainda nem o que é.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
ultimo dia
Hoje eh o meu ultimo dia de aula nessa querida escola americana. Nao eh o ultimo ultimo, mas eh o que eu conto como ultimo, porque os dois dias que eu ainda vou vir vao ser tao vagabundos que eu nem conto eles.
Que que eu aprendi aqui nesses dias? Com certeza, muito mais do que eu acho que aprendi. Muito mais do que o nada de matematica, ou que tudo aquilo que eu ja tinha visto antes no Brasil. Muito mais porque o que eu aprendi nao foi academico.
Aprendi, pra comecar, como ser organizado (o que eu faco questao de nao aplicar tanto quando um americano, mas que ainda assim eh bom de se saber, porque se faz necessario). Aprendi como esses americanos frios podem ser calorosos como um brasileiro se eles quiserem. Aprendi que a tal "America" eh muito mais e ao mesmo tempo muito menos do que a gente acha no Brasil.
Eu nao fiz muito alem de ficar quieto e pensar por aqui. E considerando o meu caso, e o fato de que na minha idade nao se pensam coisas muito produtivas para a construcao mental, isso foi e nao foi bom. Mas foi algo que Deus colocou na minha vida agora, e veio na hora que teve de vir. Pode parecer besteira, mas as vezes me parece que eh saindo do lugar que uma cabeca volta pro lugar.
E aqui estou eu. Fim do primeiro horario na escola, um dia inteiro de lembrancas e despedidas pela frente, e tudo que Deus quis que eu passasse (que estou comecando a entender agora) pra tras.
Que que eu aprendi aqui nesses dias? Com certeza, muito mais do que eu acho que aprendi. Muito mais do que o nada de matematica, ou que tudo aquilo que eu ja tinha visto antes no Brasil. Muito mais porque o que eu aprendi nao foi academico.
Aprendi, pra comecar, como ser organizado (o que eu faco questao de nao aplicar tanto quando um americano, mas que ainda assim eh bom de se saber, porque se faz necessario). Aprendi como esses americanos frios podem ser calorosos como um brasileiro se eles quiserem. Aprendi que a tal "America" eh muito mais e ao mesmo tempo muito menos do que a gente acha no Brasil.
Eu nao fiz muito alem de ficar quieto e pensar por aqui. E considerando o meu caso, e o fato de que na minha idade nao se pensam coisas muito produtivas para a construcao mental, isso foi e nao foi bom. Mas foi algo que Deus colocou na minha vida agora, e veio na hora que teve de vir. Pode parecer besteira, mas as vezes me parece que eh saindo do lugar que uma cabeca volta pro lugar.
E aqui estou eu. Fim do primeiro horario na escola, um dia inteiro de lembrancas e despedidas pela frente, e tudo que Deus quis que eu passasse (que estou comecando a entender agora) pra tras.
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
definir
Eu toco.
Eu tento escrever. As vezes soh por querer escrever mesmo, mecanico, e as vezes porque eu to sinto algo tao forte que eu acabo precisando me expressar de alguma forma. E eu nao sei em qual dos dois casos o que eu escrevo sai melhor.
Eu sou meio bobo... Eu tenho um jeito engracado as vezes que eu nao entendo. Soh sei que alguem comeca a rir e eu nem sei por que, e elas me explicam: "eh voce". E eu continuo sem entender.
Qual eh a imagem que voce faz de voce mesmo? Qual eh a imagem que os outros fazem de voce? Quem eh voce?
Eu tenho aprendido que quanto mais voce define, mais voce se da mal. Se voce se auto-define, acaba se definindo como algo que quer ser, nao que eh; e se define os outros, mente. No minimo.
Isso nao implica na nao-existencia de imagens internas. Elas precisam existir. Eh assim que o cerebro funciona, e eu espero que voce tenha um, querido leitor. Soh nao coloque pra fora.
Seja, deixe os outros serem, e as vezes, mesmo que voce sinta que deve, cale a boca. Deixe as aguas fluirem sem dizer "oh, como voces fluem", ou reclamando "voce ta fluindo meio estranho, hein". Isso estraga a coisa toda.
Que post horrivel. Esqueci de dizer uma coisa: sobre eu escrever, no primeiro caso o texto sai bonito, no segundo sai uma merda.
Eu tento escrever. As vezes soh por querer escrever mesmo, mecanico, e as vezes porque eu to sinto algo tao forte que eu acabo precisando me expressar de alguma forma. E eu nao sei em qual dos dois casos o que eu escrevo sai melhor.
Eu sou meio bobo... Eu tenho um jeito engracado as vezes que eu nao entendo. Soh sei que alguem comeca a rir e eu nem sei por que, e elas me explicam: "eh voce". E eu continuo sem entender.
Qual eh a imagem que voce faz de voce mesmo? Qual eh a imagem que os outros fazem de voce? Quem eh voce?
Eu tenho aprendido que quanto mais voce define, mais voce se da mal. Se voce se auto-define, acaba se definindo como algo que quer ser, nao que eh; e se define os outros, mente. No minimo.
Isso nao implica na nao-existencia de imagens internas. Elas precisam existir. Eh assim que o cerebro funciona, e eu espero que voce tenha um, querido leitor. Soh nao coloque pra fora.
Seja, deixe os outros serem, e as vezes, mesmo que voce sinta que deve, cale a boca. Deixe as aguas fluirem sem dizer "oh, como voces fluem", ou reclamando "voce ta fluindo meio estranho, hein". Isso estraga a coisa toda.
Que post horrivel. Esqueci de dizer uma coisa: sobre eu escrever, no primeiro caso o texto sai bonito, no segundo sai uma merda.
sábado, 29 de novembro de 2008
o último dia
Hei! Você conhece aquela expressão "só dar valor quando vê que vai perder"? Então, vai e explica ela pro Marcus! Porque o Marcus esquece de dar o valor pras coisas. O Marcus vive mudando de cidade, e ele só resolve aproveitar e dar valor adivinha quando? Quando ele tá pra ir embora! Aí ele se ferra, porque é só a medida pra sentir saudade; e pior: saudades de coisas não completas, coisas que ficaram faltando um pedaço, com gosto de quero mais. Ou pior, quando ele vê, já é tarde pra dar valor.
Por favor, alguém vai lá e explica pro Marcus, porque não pode ser mais assim. Alguém vai e grita pro mundo: viva como se fosse o seu último dia!
Por favor, alguém vai lá e explica pro Marcus, porque não pode ser mais assim. Alguém vai e grita pro mundo: viva como se fosse o seu último dia!
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
velho

to me sentindo velho.
mesmo que me falem que não, que eu sou novo, que ainda vai piorar, que eu não sei o que eu to falando. eu to me sentindo muito velho.
e não é que eu tenha amadurecido nem nada. eu continuo um moleque. mas velho, cansado.
meu rosto envelheceu. e a culpa não é da barba.
eu vejo minha foto no crachá da escola: o menino nela é muitos anos mais novo que eu.
eu me canso, não vejo tão bem, não tenho tanta energia. que que vai me acontecer daqui a uns anos? será que eu vou desmontar? sumir?
esse post não tem moral nem conclusão.
beijos.
sábado, 14 de junho de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)
